Edgar mal conseguia respirar. As costas pressionadas contra a parede fria do corredor, a camisa amassada na mão de Liam, o antebraço dele firme contra seu peito, impedindo qualquer reação. O gosto de sangue ainda queimava na boca, a cabeça girando pelo impacto recente.
O olhar de Liam não carregava fúria descontrolada, era pior. Era frio. Calculado. Mortal.
— Ficou maluco, Liam?! — rosnou, Edgar tentando se endireitar. — Me solta!
— Você passa noites com a minha irmã. — a voz de Liam saiu baixa, controlada demais para ser segura. — Tira a virgindade dela. — os olhos ardiam. — Desrespeita a casa do meu avô. Some da vida dela. E agora volta… — aproximou o rosto, ameaçador — …com uma filha, casado, querendo fazer da Laura sua amante?
O soco veio seco. Dessa vez no estômago.
Edgar se dobrou na hora, o ar faltando, as mãos indo instintivamente ao abdômen.
Liam não deu espaço. Aproveitou o movimento e o prensou novamente contra a parede.
— Você vai ficar longe da Laura. — rosnou. — Está me