Laura estava com os olhos marejados, a voz falhando.
— Não sei… — murmurou. — E por conta disso é melhor eu ir embora agora, antes que tudo piore.
Ela tentou levantar-se no mesmo instante, mas Edgar a segurou pela cintura e a puxou de volta, firme, sem agressividade, só um desespero silencioso.
Ela caiu sentada no colo dele, e antes que pudesse protestar, a outra mão dele segurou o rosto dela.
— Eu senti tanta saudade sua, loirinha… — a voz dele saiu baixa, rouca, cheia de um sofrimento. — Nos primeiros anos, eu tive muito ódio de você. E esse ódio me movia. Me fazia estudar. Me fazia conquistar as coisas. — Ele respirou fundo. — Até que a vida me deu coisas boas… mas mesmo assim, você não saía da minha cabeça.
Laura engoliu seco.
— Mas eu não saía da sua cabeça? — provocou, fraca.
Os olhos dela tremeram. Edgar sorriu sem humor.
— Nem por um dia. — confessou.
Ele respirou fundo. — Às vezes, entre um plantão e outro… eu sonhava com nós dois. No meu quarto. Você me provocando até eu per