A respiração de Liam bateu contra a pele sensível de Olívia antes que as palavras viessem, baixas, firmes, incontestáveis.
— Aonde você vai vestida desse jeito? — disse no ouvido dela, sem elevar a voz. — Eu não vou permitir que você saia assim.
Só então ele depositou um beijo ali — um beijo lento, calculado, de puro domínio — exatamente onde havia acabado de sentir o perfume da pele dela.
Foi o suficiente.
Olívia empurrou o peito dele com força, o suficiente para o corpo dele ceder meio passo. Ela se mexeu nos braços dele até que ele finalmente a soltasse. Quando os pés tocaram o chão, se afastou um pouco e ajeitou o vestido com um gesto rápido, quase impaciente, e passou a mão pelo cabelo reconstruindo a própria dignidade pedaço por pedaço.
Liam recuou dois passos, respirando fundo, o olhar preso nela com uma intensidade que não dizia se era irritação, desejo ou os dois. Então, sem desviar os olhos, abriu a porta do quarto com um movimento firme.
O corredor estava vazio.