Lorena Azevedo
Eu continuava ali, paralisada na cadeira de ferro do pátio, como se meus membros tivessem sido chumbados ao chão. Minhas mãos, frias como o gelo da geada de inverno, tremiam tanto que eu mal conseguia mantê-las unidas sobre o colo. O choque tinha anestesiado meu corpo físico, mas minha mente corria em um labirinto de pânico absoluto. O choro silencioso, grosso e quente, inundava meus olhos e escorria pelo meu pescoço, molhando a gola do meu vestido. Eu queria gritar, queria levant