Lorena Azevedo
A madeira pesada da porta do escritório cedeu sem fazer barulho. Assim que dei o primeiro passo para dentro da sala, o cheiro familiar de couro, tabaco suave e o perfume marcante do Rafael me envolveram por inteiro. O ambiente estava imerso em uma penumbra acolhedora, iluminado apenas pela luminária de luz quente sobre a mesa.
Lá estava ele. O meu ogro.
Rafael estava sentado na sua poltrona de couro reclinável, com uma das mãos enormes massageando a nuca e a outra segurando uma