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Capítulo 7 — Você quer ser punida por ser tão imprudente?

POV BIANCA

O The Den era um monumento à hipocrisia. Homens que decidiam o destino do mercado financeiro durante o dia, aqui, apostavam em qual lutador cuspiria mais dentes no chão. Julian me deixou em uma mesa reservada, cercada por seguranças de Bruno, enquanto se afastava para uma "reunião de cúpula" com Silas e outros figurões do submundo.

— Fique aqui. Não saia por nada — ele havia ordenado, com aquele tom de voz que não admitia contestação.

Mas eu estava farta de ordens. Farta de ser a "Consorte de Ares" e a "Noiva de Julian". Eu me sentia um adereço, uma boneca de luxo em um mundo de monstros. A cada minuto que passava, a raiva fervia. Olhei para o bar de carvalho escuro ao fundo.

Ignorei o olhar de aviso de Bruno e caminhei até lá. Eu precisava apagar a imagem de Julian lutando, precisava apagar o calor do beijo dele da minha mente.

— O que for mais forte — eu disse ao barman, apontando para as garrafas de uísque âmbar.

Um copo virou dois. Dois viraram quatro. O líquido queimava minha garganta, mas era a única coisa que me fazia sentir viva em meio àquela opressão. Eu estava leve, a máscara de renda pinicando meu rosto, quando um homem se aproximou. Ele não era Julian. Era um apostador qualquer, com olhos famintos e hálito de charuto.

— O Ares está ocupado demais para cuidar do tesouro dele? — ele perguntou, deslizando a mão pela minha cintura. — Você parece solitária, gatinha.

Eu deveria ter sentido medo, mas o álcool me deu uma coragem estúpida.

— Ele não é meu dono — respondi, rindo e virando mais um trago.

Eu estava prestes a dizer algo mais provocativo quando o ar ao meu redor simplesmente congelou. O homem que me tocava empalideceu subitamente e recuou, como se tivesse visto a morte.

Virei-me e dei de cara com o peito de Julian. Ele não estava apenas bravo; ele exalava uma fúria negra que parecia vibrar no ar. Ele não disse uma palavra ao homem, apenas lançou um olhar que o fez sumir na multidão em segundos.

— Para o carro. Agora — Julian sibilou no meu ouvido, sua mão fechando-se no meu braço como uma algema de aço.

O trajeto até a cobertura foi um borrão de luzes e náusea. Julian estava em silêncio, um silêncio que prometia tempestade. Assim que a porta do elevador se abriu no 40º andar, ele me puxou para dentro, chutando a porta para fechá-la.

— Você tem noção do que fez? — ele rugiu, jogando a máscara de ouro sobre a mesa de mármore. O som do metal batendo na pedra ecoou como um tiro. — Você se expôs. Bebeu até perder os sentidos em um lugar onde homens matariam para ter um pedaço de você só para me atingir!

— Eu não aguento mais você me dizendo o que fazer! — gritei, cambaleando um pouco. O álcool estava girando na minha cabeça. — Eu sou apenas um contrato, lembra? Por que você se importa se eu bebo ou se alguém me toca?

Julian cruzou a sala em dois passos, encurralando-me contra a parede de vidro. O reflexo das luzes de Manhattan parecia incendiar seus olhos cinzentos.

— Eu me importo porque você é minha — ele rosnou, as mãos batendo na parede ao lado da minha cabeça. — Cada centímetro desse seu corpo insolente pertence ao meu contrato. E eu não aceito que ninguém toque no que me pertence.

— Você é um monstro, Julian — provoquei, a respiração curta, meu peito subindo e descendo contra o dele. — Um monstro que quer brincar de casinha.

— Você quer ver o monstro, Bianca? — Ele segurou meu queixo, forçando-me a olhar para ele. A tensão sexual entre nós era tão espessa que eu quase podia tocá-la. — Você quer ser punida por ser tão imprudente?

— Você não teria coragem — desafiei, minha voz saindo em um sussurro carregado de desejo reprimido.

A resposta dele foi um beijo. Não foi romântico. Foi uma colisão. Ele atacou minha boca com uma fome primitiva, e eu retribuí com a mesma intensidade, descontando toda a minha frustração e raiva. Minhas mãos se enroscaram em seus cabelos, enquanto as dele desciam pelas minhas costas, puxando-me para mais perto, como se quisesse me fundir a ele.

Julian me levantou no colo sem interromper o beijo, minhas pernas se entrelaçando em sua cintura de forma instintiva. Ele me carregou até a suíte principal, derrubando-me na cama imensa.

— Eu devia te odiar por isso — eu arfei, enquanto ele arrancava a camisa, revelando os músculos tensos e as cicatrizes que eu tanto desejava tocar.

— Então me odeie, Bianca — ele sussurrou, descendo os lábios pelo meu pescoço, mordendo a pele sensível ali. — Mas me odeie enquanto eu te mostro que nenhum outro homem no mundo vai te possuir como eu.

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