POV BIANCA
O som da tranca eletrônica da cobertura ecoando pelo corredor era o meu novo despertador.
Eu estava trancada há três dias.
Julian não falava comigo. Ele não me olhava. Ele apenas me usava como um fantasma que assombrava sua própria casa durante o dia, e como um objeto de sua fúria silenciosa durante a noite.
Eu passava as horas observando Manhattan através do vidro, sentindo-me como uma das peças de arte minimalistas de Julian: cara, bonita e sem vida. Bruno era o meu carcereiro.