A luz branca do hospital doía nos olhos. Ou talvez fosse o fato de estar voltando do limbo, das sombras onde flutuei por dias intermináveis, sem sonhos, sem memórias, sem dor.
Dorian.
Meu nome veio primeiro. Depois, a sensação de um corpo estranho - braços dormentes, pernas pesadas, a cabeça latejando como se tivesse sido aberta e remendada às pressas.
— Ele está acordando! — Uma voz feminina, familiar, cortou o silêncio branco.
Sarah.
Seu rosto apareceu acima do meu, manchado de lágrimas, os o