HELOÍSA
Era sábado e eu estava sentada no sofá da sala do apartamento de Débora, com as pernas cruzadas e uma xícara de café nas mãos, enquanto ela me encarava com os olhos arregalados, esperando o resto da história.
— E aí? — ela insistiu. — Tu deu apenas um tapa? Eu teria quebrado a piranha todinha somente para ela aprender.
Eu levei a xícara à boca,
— Vontade não me faltou , só não levei adiante porque os seguranças nos separaram.
— Que mulherzinha de merda hein.
Eu ri, mas a lembrança ainda