LUIZ FERNANDO
Eu nunca fui o tipo de homem que perdia o foco.
Sempre me orgulhei disso.
Enquanto outros se distraiam com romances, festas, escândalos e vaidades, eu construía impérios. A CyberWatch não se consolidou no mercado por sorte, nasceu de obsessão, disciplina e um controle quase doentio das minhas próprias emoções depois que meu casamento escorreu pelo ralo.
Ou pelo menos era isso que eu pensava.
Até Heloísa.
A cada dia que passava, eu me via mais envolvido. Não era só desejo — embora