HELOÍSA
A voz de Sabrina vinha da cozinha.
Alta. Mandona. Exercendo uma autoridade carregada de arrogância.
— Não, assim não. Quero algo mais íntimo… mais delicado. Velas, flores discretas, nada exagerado.
Eu parei no corredor, antes mesmo de aparecer na porta.
— O jantar tem que estar impecável — ela continuava. — Clima de casal. E, a partir das 19h, vocês todos estão dispensados. Não quero ninguém circulando pela casa.
Meu estômago afundou.
Clima de casal.
Casal.
Eu senti o ciúme se alastrand