LUIZ FERNANDO
Eu não conseguia parar de sorrir , me comportando como um verdadeiro tolo.
E isso, por si só, já era um evento histórico.
Dirigia rumo à empresa com uma mão no volante e a outra apoiada no câmbio, o sol da manhã entrando pelo para-brisa, e aquela expressão idiota estampada no meu rosto como se eu tivesse vinte anos e zero responsabilidades. Se alguém me visse naquele momento, jamais acreditaria que eu era o mesmo homem conhecido por atravessar corredores como um furacão silencioso