LUIZ FERNANDO
O cheiro de fumaça ainda estava impregnado em mim.
Na minha roupa.
Na minha pele.
Mas nada disso se comparava ao que eu estava sentindo por dentro.
Eu estava ali, parado, observando enquanto os paramédicos do SAMU atendiam Heloísa e Kitana… e, para ser sincero comigo mesmo, eu senti um medo que não cabia no peito.
Um medo real.
Cru.
Quase primitivo.
Porque eu quase perdi as duas. As duas pessoas mais importantes da minha vida.
Heloísa estava sentada na maca, com uma másca