LUIZ FERNANDO
A estrada estava praticamente vazia.
Era começo de tarde de sexta-feira e a cidade de Fortaleza ficava lentamente para trás enquanto eu conduzia o carro pela rodovia que levava ao interior. O vento entrava pela janela aberta e bagunçava levemente meus cabelos, trazendo consigo aquele cheiro quente de terra misturado com vegetação que sempre anunciava quando nos afastávamos da costa.
Ao meu lado, Heloísa observava tudo pela janela com um entusiasmo que me apertava o peito.
Ela est