Júnior
O motor do carro roncava baixo enquanto eu saía devagar da rua da pensão. As caixas e malas de Tiana ocupavam o banco de trás como um pequeno troféu da minha vitória, a prova física que, finalmente ela estava vindo morar comigo. O loft já não seria mais aquele espaço vazio e frio; seria nosso. Eu ainda sentia o gosto da sopa de Dona Agnes na boca, o calor da despedida dela e de Júlio na porta me desejando felicidades, o abraço apertado que ela me deu antes de subir para buscar as últimas