Junior
Eu não consigo parar de pensar nela. Nem por um segundo.
Depois que saímos do estúdio, sujos de tinta vermelha e de prazer, eu a levei de volta para a pensão. No carro, ela encostou a cabeça no meu ombro, mão na minha coxa, dedos traçando círculos preguiçosos sem dizer nada. Eu dirigia devagar, como se pudesse esticar aquela noite pra sempre. Quando chegamos, ela me deu um beijo lento na porta do quarto dela — Ingrid já dormia, graças a Deus — e sussurrou:
— Boa noite, Junior!
E foi