Júlia batia os dedos sobre a mesa, com o olhar perdido na tela do computador. Sua mente, porém, estava bem longe dali.
Ela não estava gostando nem um pouco da sensação de perder. De saber que estava sendo ignorada. Mas, acima de tudo, odiava sentir que não tinha controle da situação.
Nesse meio, o controle não era apenas desejado. Era essencial. Quem não controlava, era controlado. E Júlia se recusava a ser uma peça no jogo de outra pessoa.
Nos últimos dias, era exatamente assim que se sentia.