Fim de tarde no parque. O vento empurra cheiros de grama molhada e pipoca, e a luz baixa acende um dourado que parece inventado só para eles.
Santino vem à frente — camiseta simples, boné amassado, a filhinha nos ombros. As perninhas pendem, os sapatinhos batucam no peito do pai, e as mãos pequenas se enroscam no boné.
— Mais alto, papai! — ela pede, e ele ergue um pouco mais, rindo.
— Mais alto só quando você prometer que vai comer o brócolis do jantar, senhorita Lucchesi.
— Prometo nada! —