— NÃO! — Me afastei dele. — Eu *vi*! Eu vi tudo! Você.. é um animal.. E aquelas coisas...
— Ayla—
— NÃO MINTA PRA MIM! — Gritei, a voz falhando. — Por favor. Não minta.
Kai fechou os olhos, a mandíbula tensa.
Quando os abriu de novo, havia dor ali. Conflito.
— Você precisa confiar em mim. — Ele disse baixinho. — Eu vou te explicar tudo. Mas não aqui. Não agora. Você está machucada e precisa de cuidados.
— Kai—
— *Por favor*. — Ele implorou. — Só... confia em mim. Mais uma vez.
Olhei para ele — realmente olhei. Para o sangue. Para os arranhões. Para os olhos dourados que ainda brilhavam levemente.
E mesmo com tudo que tinha visto, mesmo com meu cérebro gritando que nada fazia sentido...
Eu *confiava* nele.
Afinal, ele me salvou.
E sempre confiei nele.
Acenei, tremendo.
Kai suspirou aliviado, tirando a própria camisa — que tinha caído perto — e colocando em mim.
— Vem. Vou te levar pra casa.
Ele me ajudou a me levantar, sustentando meu peso enquanto caminhávamos de volta para a estrad