Mas estar tão perto dela... conversar com ela... ver aquele sorriso...
Era tortura e êxtase ao mesmo tempo.
Ela era *linda*. Não apenas fisicamente. Havia algo nela — na forma como falava, como ria, como se importava genuinamente — que o atraía de uma forma que ele nunca tinha sentido.
E isso o assustava.
Porque quanto mais perto ficava, mais difícil era resistir.
— Você está bem? — A voz dela o trouxe de volta.
Abriu os olhos, forçando as presas a subirem, controlando a respiração.
— Estou. Por quê?
— Você ficou quieto de repente. — Ela inclinou a cabeça, preocupada. — Parece... tenso.
*Porque estou lutando para não te morder.*
— Só... pensando. — Ele se afastou levemente, aumentando a distância entre eles. — Desculpa.
— Não precisa se desculpar. — Ela olhou para o céu. — Está ficando tarde. Deveria voltar antes de escurecer completamente.
— Sim. Você deveria.
Ayla se levantou, ajeitando a mochila nas costas.
— Foi... bom. Conversar com você. De verdade.
— Para mim também.
Ela sorriu