Aurora
— Então, querida… gostou da casa?
A voz de Vicenzo atravessou o ambiente com a segurança de quem já se considera dono de tudo ao redor. Da casa. Do território. De mim. Ele não precisava levantar o tom. O poder dele estava na forma como ocupava o espaço, como se cada centímetro ali já tivesse sido decidido antes mesmo de eu entrar.
— Sua mãe te convenceu? — continuou, analisando cada reação minha com um sorriso calculado. — Ela, sim, sabe reconhecer uma oportunidade.
Eu dei um passo