Ela parecia muito confusa ao perguntar aquilo.
Os olhos percorriam o quarto inteiro, como se estivesse tentando montar as peças da própria memória.
Eu apoiei uma das mãos na cintura.
— Não se lembra de nada?
Perguntei.
Ela baixou o olhar imediatamente.
Ficou alguns segundos em silêncio.
Como se estivesse procurando lembranças.
Foi então que seus olhos encontraram minha mão enfaixada.
Ela arregalou os olhos.
— Sua mão!
Levantou-se um pouco da cama.
— Isso aqui?
Levantei a mão machucada.
— Relaxa