Os dias voltaram a passar. Não com pressa, mas também sem paralisar como antes. O tempo, aquele velho escultor de dores e curas, voltava a fazer seu trabalho. Silencioso. Paciente. Firme.
A praia — aquela mesma onde tudo parecia ter se reiniciado — tornara-se um refúgio. Não apenas um cenário bonito, mas um espaço de reinvenção. Era ali que Estelle, aos poucos, reaprendia a respirar. Não como quem foge do passado, mas como quem aceita que certas memórias são parte de si, mesmo que doam.
Pablo ag