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Leônidas

“Você tem o meu sangue, Leônidas. Não tem como fugir disso. Um dia você será exatamente igual a mim.”

Ainda consigo sentir a aspereza da sua voz contra a lateral do meu rosto. Me lembro que estava com raiva. Que fervia por dentro. No entanto, ele tinha razão. Eu era o seu filho. O seu sangue contaminado corria nas minhas veias, mas eu não quero ser igual a ele. No entanto, eu sou. É como uma força da natureza. Ele repetia essas palavras. A violência estava cravada em sua corrente sanguínea como uma maldita tatuagem. Lembrar disso me faz raspar as unhas por minha pele com força, na esperança de arrancar o seu DNA do meu sistema, mas é inútil. A minha genética é rígida e cruel. E é por esse motivo que rejeito o amor.

Não sou capaz de amar.

Não sou digno de que me olhem com esse “amor.”

E a melhor maneira de evitá-lo, é sendo exatamente quem eu sou.

— Ah, senhor Constantino — diz Micaela quando alcanço o corredor que me leva a sala da presidência. — Deixei alguns contratos par
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