A Linguagem do Medo
O relógio da mansão marcava quase duas da manhã, e o silêncio parecia ter um peso físico, envolvendo cada canto com uma tensão quase palpável.
Helena permanecia no chão do quarto, Davi nos braços, tentando dormir, mas a ansiedade não a deixava.
O menino, embora pequeno, parecia perceber algo que ela ainda não conseguia identificar com clareza. Suas mãozinhas se agitavam levemente, os olhos arregalados, e a respiração curta denunciava o medo.
— Mãe e ele achá Lena? Balbuci