Yana
Uma fúria que eu nem sabia que possuía subiu pela minha garganta, alimentada por um gatilho antigo que aquela cena acabara de disparar na minha mente. A violência gratuita, o homem forte esmagando o mais fraco por puro capricho.
Ajoelhei-me na calçada fria, ignorando a ordem dele. Puxei um lenço de pano da minha bolsa e o pressionei contra o nariz de Davi, que gemia de dor, desnorteado.
— Ei, olha para mim, Davi. Fica calmo. Vai ficar tudo bem — eu dizia, a voz trêmula, enquanto limpava o s