O convite para um novo casamento não surge em um momento romântico, mas em uma terça-feira comum, enquanto lavamos a louça do jantar. A água quente escorre sobre meus dedos, e Dante, enxugando um prato, diz, sem cerimônia, como quem comenta o tempo:
— Acho que deveríamos nos casar de novo.
Eu paro, a esponja suspensa sobre uma panela.
— De novo?
— Dessa vez sem ninguém nos observando e sem a sombra de um monstro na porta. Só nós, a Melissa e o Otto.
Olho para ele, para os cantos serenos de seu