RYDER
Quando chegamos ao posto médico, Savannah está visivelmente contrariada, mas não lhe dou hipótese de recusar. Mal entramos, é logo atendida por uma enfermeira simpática, que nos encaminha para um consultório. Sento-me ao lado dela, atento a cada detalhe, a cada expressão.
O médico chega pouco depois, um homem de meia-idade, de olhar calmo.
- Então, o que se passou? - pergunta, olhando para Savannah.
- Senti-me mal, doutor. Acho que foi só uma quebra de tensão. - Ela tenta desvalorizar, mas o tom de voz denuncia-lhe o cansaço.
O médico pega no esfigmomanómetro e mede-lhe a tensão. Fica uns segundos a olhar para o visor e depois assente.
- Realmente está um pouco baixa. Tem tido episódios destes com frequência?
- Não, foi a primeira vez - responde Savannah, sincera.
- Tem-se alimentado bem? Dormido o suficiente?
Ela hesita.
- Tenho andado mais cansada, mas nada de especial.
O médico faz mais algumas perguntas, toma notas e depois passa-lhe um suplemento para ajudar a estabilizar a