Eu estou grávida, Okan. — Sibilo, a voz embargada, o coração acelerado. — Você será pai.
—Verdade? Pois quero que saiba que não sinto o mesmo. Esse é o último lugar que eu gostaria de estar.
Suas narinas se alargam enquanto ele toma uma respiração profunda, como se buscasse paciência. Seus olhos negros estão fixos nos meus, me despindo de toda a minha defesa. Ele lambe o lábio inferior, um gesto pequeno, mas carregado de tensão. Parece lutar para encontrar as palavras certas.
— Sei que está chateada...
— Chateada? — corto-o, a voz carregada de sarcasmo.
Não consigo ignorar o jeito