Três meses depois
Beatriz
Meu coração parece uma bomba-relógio prestes a explodir. Sinto as mãos de Rafael segurando as minhas enquanto dirigimos para o hospital, mas isso não é suficiente para acalmar a tempestade dentro de mim. Tento disfarçar, focando nos pequenos detalhes: o som do motor, o movimento ritmado do limpador de para-brisa, a playlist tranquila que Rafael escolheu para a viagem. Nada disso funciona. Há seis meses ele passou pela cirurgia, e cada consulta médica desde então tem si