Gian Carlo
O relógio marca três da manhã, mas o sono não vem. Na escuridão do meu quarto, cada respiração parece ecoar como um trovão na minha mente inquieta. A ideia de Maria no quarto ao lado é uma presença constante, quase sufocante. Cada detalhe dela está gravado em minha memória, os olhos que se desviam timidamente, a curva sutil de seus lábios, o tom suave de sua voz. E agora, ela está tão perto que consigo sentir o perfume que ainda paira no ar.
Levanto-me sem pensar muito. Não é o dese