(Miguel)
Eu estava no hospital, focado em atender uma paciente, quando meu celular começou a tocar. Olhei para o visor e vi que era Cássio.
Sabia que ele não ligaria sem motivo urgente, então pedi licença à paciente, dizendo que a chamada era importante.
— Cássio, o que aconteceu? — perguntei, tentando manter a calma, mas a voz dele estava carregada de nervosismo e pânico.
Do outro lado da linha, Cássio estava visivelmente agitado. As palavras saíam entrecortadas, quase inaudíveis, mas eu cons