Karl Pov
Assim que chego na entrada do palácio, o ar da noite me atinge como um tapa gelado. Meus pulmões se expandem com dificuldade, como se até o oxigênio se recusasse a me acolher. Tiro o celular do bolso com mãos que tremem levemente, não de medo, mas de antecipação. As pontas dos meus dedos formigam. Eu disco o número da Bea, pressionando o celular contra a orelha com uma intensidade quase dolorosa. Espero. Os segundos parecem eternidades.
Ela demora para atender à chamada. Isso não é co