Capítulo 3

Quem diria que eu, a Rainha do Sul, estaria aqui, no ensino médio? Ao entrar na escola, percebi que alguns olhares me seguiam com desdém; pessoas cochichavam coisas absurdas. Se não fosse pelo sexto sentido de uma guerreira, talvez eu nem tivesse ouvido. Mas quem é esse tal de Jacob? E por que ele não pode saber que eu reapareci na escola? Eu também não queria estar aqui, mas fui obrigada pelo meu irmão — cujo nome eu ainda não sei, aliás. Enfim, vou seguir meu caminho.

Professor de História:

— Todos reunidos! Vamos fazer a contagem. Entrem no ônibus. Como vocês sabem, quando houve a guerra, os reis se sacrificaram para nos salvar, deixando dois filhos. Atualmente, um novo rei está no trono. Hoje, vamos ao palácio ver onde tudo aconteceu.

Parece uma viagem escolar para o palácio. Preciso evitar os olhares de todos até entender o que está acontecendo por aqui.

— Olha o que temos aqui... a classe mais baixa dos híbridos. Uma fracassada e perdedora. Sério, Vanica, me admira que você tenha tido coragem de aparecer depois do que aconteceu ontem. Olha só... parece até que se curou direito. Acho que eu deveria repetir a dose. Mas que tal, desta vez, em vez de você dizer que fui eu, dizer que foram os seus amigos? Afinal, foi sua culpa eu ter ficado sem meus cartões de crédito. E veja só, parece que você não está andando com eles hoje. Ficou zangadinha com o Nick? Pelo visto, nem a Maya aguenta ficar perto de você.

— Quem é você? — perguntei, friamente.

— Sério que você não se lembra? A pancada foi tão forte assim na sua cabeça? Se você não reparou, o Jacob não está nem aí para você. Não importa quantas vezes você chore, chute ou lamente: ele só vai sentir pena de você, garota.

— Ok. Pode sair da minha frente agora? Estou tentando prestar atenção na aula.

— O quê?! Como se você fosse tirar uma nota melhor que a de todo mundo aqui! Ponha-se no seu lugar, meu amor. Você é um nada. Mesmo que estude a vida inteira, nunca vai conseguir entrar na Academia. A prova é daqui a dois meses e não há nada que você possa fazer.

— Se você não vai me dizer quem é, prefiro que saia da minha frente e me poupe dos seus argumentos. Não estou interessada no que você tem a dizer. Ou você sai por vontade própria, ou eu farei você sair. Entendeu?

Valka:

Acho que ela entendeu, porque o pouco de instinto que ainda restava nela a fez sair dali com o rabinho entre as pernas. Enfim... por que estamos indo para o fundo do jardim do castelo? Aquela árvore... eu preciso tocar naquela árvore.

No momento em que toquei o tronco, as memórias de Vanica vieram como uma avalanche. Nossa... ela tentou tirar o bracelete? Por isso morreu? Que garota burra... Espera, ela tentou tirar o bracelete para impressionar esse tal de Jacob? E, pelo visto, aquelas meninas de mais cedo são as que faziam bullying com ela.

Vou tentar recuperar o pouco de dignidade que ainda me resta.

Sinto muito, Vanica, mas não vou tentar te fazer ficar com aquele cara que claramente te despreza. Quanto aos seus "amigos", vou tratá-los como merecem. E cuidarei muito bem da família que você deixou para trás. Eu não posso viver a sua vida, Vanica, mas vou completar o ensino médio e entrar na Academia por você. Você tecnicamente se suicidou, mas teve seus motivos... você foi morta por aqueles em quem ousou acreditar. Amigos? Não, eram apenas os "populares". Que estupidez, Vanica.

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