Diogo
Parte 2 — A Casa do Homem Errado
O ar da noite de Curitiba estava gelado, apesar de ser verão, ou era eu?
Acho que o frio que eu sentia vinha de um lugar onde casaco nenhum alcança — daqueles lugares internos que a gente descobre só quando perde algo grande o suficiente para revelar o vazio que estava embaixo.
Quando as portas automáticas do hospital se abriram, o baque da realidade me atingiu com a força de um soco. O bipe constante dos aparelhos foi substituído pelo silêncio da rua. E aq