O silêncio na mansão Cavalcanti era mais pesado do que qualquer grito. Lorenzo tinha instaurado um regime de vigilância absoluta. Eu não era mais apenas a babá; eu era uma peça de xadrez que ele movia conforme sua vontade, sempre me lembrando de que eu era pequena, dependente e, acima de tudo, dele.
Naquela manhã, eu estava na sala de estar, terminando de organizar os brinquedos de Lara. Lorenzo apareceu no topo da escada, observando-me com aquele olhar de superioridade que fazia meu estômago r