— Por que está virando o rosto? — A voz é gelo afiado, cheia de acidez. — Nada do que tem aqui é novidade para você.
Solto uma bufada pelo nariz e abro os olhos. Ali está ele, bem na minha frente de novo, terminando de fechar o botão da calça. O tronco está nu, a pele morena contrastando violentamente com a brancura da minha, como sempre. Seus olhos, mesmo já no cinza normal, ainda me queimam.
Um espetáculo da natureza. Em qualquer forma que seja.
E por um instante… tudo que eu quero é correr e