Alya gostava daquele silêncio da casa depois que os meninos apagavam. Não era completo, a geladeira fazia um barulhinho, a rua ainda tinha um carro ou outro passando, alguma televisão distante ligada, mas, pra ela, era o mais perto de paz que tinha.
Estava na cozinha, de chinelos, a camiseta larga manchada de molho, as mãos dentro da água morna, esfregando o último prato do dia. A espuma cobria metade da pia. A mente, pela primeira vez em horas, não estava correndo atrás de prazos, boletos ou c