Paolo começou a aparecer com mais frequência, mas sem carros pretos parados na esquina, sem seguranças na sombra. Agora ele vinha de camisa simples, calça comum, tênis, o máximo que conseguia chegar perto de um homem “normal”.
Num sábado de sol, Alya decidiu arriscar mais um passo. Chegou ao parque com a mochila pesada nas costas, garrafas de água, sanduíche embrulhado em papel alumínio, frutas cortadas, roupa extra, toalhinha, remédio para febre, curativo. E um coração cheio de dúvidas.
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