Raphael
Ao sair do aeroporto em direção à Sicília, o peso de cada passo parecia dobrar sobre meus ombros, esmagando qualquer vestígio de vontade que eu pudesse ter de sorrir ou fingir indiferença. Estava voltando para o lugar onde tudo começou, para as raízes que tentei negar ao cruzar o oceano. Mas não sou mais o mesmo rapaz que foi embora em busca de uma nova vida no Brasil, livre dos encargos da Cosa Nostra. O destino, como sempre, tinha um jeito cruel de me lembrar quem sou e onde pertenço.