Riccardo - Xeque mate.
A casa fica em silêncio.
Um silêncio pesado demais para o meu gosto.
Só o som da prata sendo retirada e dos passos da Judith, saindo de fininho para cozinha sem perguntar nada.
Beatrice não se moveu até o último carro sair.
Agora ela está de pé, a taça ainda na mão, mas vazia.
O batom vermelho intacto. A raiva mal contida.
— Então — digo, a gravata finalmente afrouxada — você gostou do show?
Ela vira pra mim. Devagar.
— Gostei — responde. — Principalmente de ver você mentindo na frente do