MARCO SALVATORI
O silêncio era imperioso, quase surdial. Ouvia apenas o som dos cacos de vidro quebrando a cada passo que meus sapatos tocavam o chão até chegar perto de onde todas elas estavam.
O ar estava pesado dentro do galpão. O choro baixo das garotas enchia o ambiente, misturado com a respiração trêmula e o medo que transbordava nos olhos de cada uma delas. Medo de mim.
Medo dos dois homens que as guardavam naquele lugar imundo que fedia a lixo e reciclagem.
Passei os olhos pelo