Mundo ficciónIniciar sesiónSuspirei, soltando o ar devagar, tentando colocar os pensamentos no lugar.
Isso não era o que eu tinha imaginado. Achei que ela fosse entrar em choque. Que fosse chorar, se vitimizar, implorar. Mas não. Jade era atrevida, teimosa e estava conseguindo me tirar do sério de um jeito que eu não esperava. A maldita cuspiu no chão, me desafiou na minha cara. Tentou fugir bem na minha frente. Idiota. Passei a mão pelo rosto, tentando calcular o que fazer a seguir. Eu não tinha me preparado pra tanta resistência. Não dela. Mas se ela achava que podia me desafiar assim, estava muito enganada. .... A ideia veio no meio da raiva. Ela queria ser teimosa? Tudo bem. Mas eu não ia dar mais nenhuma chance pra que tentasse fugir de novo. Peguei o celular e fiz a ligação. Meu contato atendeu no segundo toque. — Preciso de um rastreador. Pequeno. Discreto. — Minha voz saiu firme, sem espaço pra discussão. — Consigo pra você. Encontro daqui a duas horas no mesmo lugar de sempre. Desliguei sem dizer mais nada. A noite passou enquanto eu dirigia pra encontrar o cara. Peguei o rastreador, testei, garanti que funcionava perfeitamente. No caminho de volta, o sol já estava nascendo, tingindo o céu de laranja e dourado. Quando entrei no quarto, ela estava acordada, sentada na cama, os joelhos dobrados contra o peito. A bandeja de comida ainda estava no mesmo lugar, intocada. Jade me viu e instantaneamente se afastou, os olhos cheios de alerta. — Não chega perto de mim! — A voz dela era cortante, mas eu só sorri. Caminhei até ela devagar, predador. — Só quero conversar. — Conversar uma ova! — Ela se arrastou pra mais longe, encostando as costas na parede. Suspirei, parando ao lado da cama. — Tudo isso deveria ser mais fácil. Mas você não tá cooperando. — Não quero saber! — Ela cruzou os braços, o olhar queimando. Meu maxilar travou. — Mas vai saber. Porque tudo isso é culpa do seu pai. Ela não respondeu, mas eu vi a hesitação em seu olhar. Mesmo tentando parecer indiferente, aquela informação fez algo dentro dela vacilar. Aproveitei a brecha e avancei. Ela tentou se afastar de novo. — Você não vai fugir mais! Antes que ela pudesse reagir, agarrei seu pulso e puxei. Ela se debateu, mas não tinha chance contra minha força. — Não! Sai... Sai!!! Ignorei os protestos, girando seu corpo pequeno e prendendo-a contra mim. Ela se contorcia, mas eu era maior, mais forte. Meus braços a imobilizaram, e antes que ela pudesse gritar mais, puxei o pano embebido em álcool e pressionei contra o nariz dela. — Shhh... vai ser rápido, princesa. Ela lutou, tentou me arranhar, mas em segundos os movimentos ficaram mais fracos. A respiração desacelerou e o corpo amoleceu contra o meu. Eu a deitei com cuidado na cama, afastando os cabelos do rosto dela. Tão bonita. Mas tão atrevida. Peguei o rastreador e o inserir atrás da nuca dela, pressionando suavemente, ela jamais saberá pois era tão pequeno quanto um grau de arroz. Agora ela estava presa a mim. Mesmo que não quisesse. ... DOMINICK ... Ela começou a se mexer na cama. Eu observo atentamente cada movimento seu. Ela se contorce, a respiração acelerando. O corpo pequeno e quente se remexe entre os lençóis macios, as mãos apertando o tecido. Ela sabe. Mesmo antes de abrir os olhos, ela sente. Está presa. Está em perigo. E não há saída. Os cílios dela tremulam, a boca entreaberta solta um suspiro curto. Então, os olhos abrem. Ela pisca rápido, confusa, a respiração ofegante. As pupilas dilatadas varrem o quarto, tentando entender onde está. Então, me vê. E a confusão se transforma em terror. — Você… — A voz dela falha, baixa, trêmula. Cruzo os braços, encostado na parede, observando-a com calma. Ela tenta se sentar, mas seu corpo ainda está fraco da sedação. — Filho da puta! O que fez comigo? Sorrio de canto. — Dei um descanso pra você, princesa. Achei que precisava. Ela me fuzila com o olhar. Mas há algo novo ali. Dessa vez, não é só raiva. É medo. — Você me drogou! — ela acusa, a voz cortando o ar. — Claro que sim. Você não calava a porra da boca. Ela se levanta de uma vez, cambaleando. Eu não me movo. Espero. Ela tropeça, cai de joelhos. está vulnerável. Frágil. Finalmente, ela percebe a verdade. A arrogância se desfaz em pânico, as mãos agarram o chão, como se tentassem encontrar algo real para se segurar. — Por que está fazendo isso? — A voz dela agora não tem mais desafio. Tem desespero. Caminho devagar até ela, ajoelhando-me ao seu lado. Meus dedos seguram seu queixo, obrigando-a a me encarar. — Porque eu posso. Ela estremece. Perfeito. A respiração dela está descompassada. Ela quer gritar, quer lutar. Mas seu corpo ainda não responde. Isso é o que acontece quando tentam me enfrentar. Ela achou que poderia me desafiar. Que poderia continuar me provocando. Agora, sente o peso da realidade. Eu não sou só um homem perigoso. Sou o pesadelo do qual ela nunca poderá escapar. Ela move seu rosto abruptamente, tirando o contato da minha mão em sua pele, finalmente se levanta, as pernas trêmulas. — O que você quer de mim? Cruzo os braços, a observando. — Seu pai. Os olhos dela brilham de fúria novamente. — Eu quero que ele sinta o gosto do medo. O terrível sentimento da perda, da impotência. de ter o que ele mais ama arrancado dele! Ele vai sentir tudo que me fez sentir, todo o amargo de ter alguém arrancado dele! — Meu pai vai matar você. — Engraçado. Você já disse isso antes. Ela avança contra mim. Completamente insana. A garota não aprende. Antes que possa tocar em mim, eu a agarro pelo pulso, torcendo seu braço para trás e a pressionando contra a parede. Ela solta um arquejo. — Ah! — Você não aprende, né, princesa? Minha boca se aproxima do ouvido dela. — Eu sou seu carcereiro. Seu sequestrador. Eu posso te quebrar de todas as formas possíveis. Ela treme sob meu aperto. — Se fosse mais esperta, cooperaria comigo e seria uma boa garota, sabia? — Nunca! — responde atrevida. Droga. Isso me excita. Ela sente. Sente o perigo, o calor, a tensão entre nós. O medo e a raiva misturados com algo mais sujo. Ela respira pesado, as mãos contra a parede, impotente contra mim. Solto-a de repente, e ela tropeça para frente, se afastando, ofegante. E sorrio. Ela achou que poderia lutar. Agora sabe que não tem chance. — Aproveita seu novo lar, Jade. — Me viro para sair. — Você não pode fazer nada. Não pode porque se não, não teria nada pra usar contra meu pai. Eu paro na porta. Viro o rosto, encarando-a. — Ah, amor… você não tem ideia do que eu posso fazer. Fecho a porta, trancando-a. Ela pode gritar. Pode chorar. Pode espernear. Mas nada vai mudar a verdade. Ela pertence a mim agora. E eu não vou soltar. Nunca! ......






