Mundo ficciónIniciar sesión— Vê se fica quieta!
me afastei pra porta, tenho coisas mais importantes do que escutar uma garota sem noção que não faz ideia da gravidade da situação. — Ei!! espera... abrir a porta passando por ela. — Agh, babaca! me desamarra... Agh!! fechei a porta com um sorriso ladino, perverso adorando aquela maldita situação. --- Ela passou a noite acordada, tentando soltar as amarras. A mimadinha achava que poderia fugir. Agora, está jogada na cama, exausta, os cabelos caindo em ondas bagunçadas pelo rosto. — Tá bonitinha assim, sabia? — Provoco, encostado no batente da porta. Ela me encara com ódio. — Vai se foder. Solto uma gargalhada, caminhando até ela. Pego seu queixo com força, obrigando-a a olhar para mim. — Se continuar me desafiando assim, vou acabar te fodendo de verdade. Ela arfa, os olhos se arregalando. Ah, diabinha... Finalmente entendeu o perigo? Seus lábios se entreabrem, e ela engole em seco. Pela primeira vez, Jade não tem resposta. Solto seu queixo com um empurrão leve. — Agora, senta e come. Ela me encara, hesitante. — Tá com medo, princesa? — Provoco, um sorriso cruel nos lábios. Ela pisca rápido, recuperando-se. — De você? Nunca. Ela ainda tem fogo, Ótimo. Eu gosto de queimar. SEM SAÍDA. Ela está ali, deitada no colchão imundo, o rosto virado para o lado, os cabelos espalhados pelo rosto. Ainda amarrada. Ainda desafiadora. Fico parado diante dela, observando. O corpo pequeno, os pulsos vermelhos por causa das cordas, o peito subindo e descendo rápido. Não sei se de medo ou de raiva. Talvez os dois. Me abaixo, pego os pulsos dela e começo a desfazer os nós. Ela não luta. Só me encara com aqueles olhos cheios de fogo, esperando a próxima jogada. — Anda, come essa merda — digo, sem paciência, apontando para o prato de comida sobre a mesa. Ela vira o rosto, e por um segundo acho que vai me ignorar. Mas então ela cospe no chão. Lenta. Deliberada. Levanto uma sobrancelha. — Tô cansando disso! — a voz dela sai firme, cheia de desafio. Um sorriso surge no canto dos meus lábios. Desdém puro. — Ah, é? Ela senta na cama, os pulsos livres agora, mas ainda vermelhos da pressão da corda. Me olha como se quisesse me matar. — Fala de uma vez o que você quer comigo! Cruzo os braços, me divertindo com a impaciência dela. — Com você? Nada. Os olhos dela se arregalam. A indignação está estampada no rosto. — Já com seu pai... Ela aperta os lábios, me analisando. Então franze o nariz, como se finalmente tivesse entendido. — Eu sabia! Você quer dinheiro, né? É isso!? Sempre o maldito dinheiro! Reviro os olhos. — Por que não liga logo e pede o resgate? Vamos, acaba logo com isso! Ela quer me apressar, quer que isso acabe. Só que não vai acabar. Não tão cedo. Solto uma risada baixa, seca. — Tá rindo de quê!? O que tem de tão engraçado!? Cruzo os braços, sem tirar os olhos dela. — Você. Ela se debate, ainda sentada, os punhos fechados como se quisesse socar alguma coisa. — Você acha que é por dinheiro? Ela para. O silêncio pesa entre nós. Aproveito a hesitação dela para dar mais um passo. Meu tom se torna mais sombrio. — Seu pai acabou com a minha vida. O fogo nos olhos dela vacila. Meu maxilar trava, a raiva sobe queimando. — E eu vou acabar com a dele. Ela se afasta instintivamente quando me aproximo mais. Mas é inútil. Seguro seus pulsos de novo, puxo suas mãos e começo a desfazer os nós. Meus dedos apertam um pouco mais do que deveriam. — Agora, anda! Come essa merda! Me afasto. Ela olha para as cordas caídas no chão e então para mim. Então, do nada, se levanta e corre. Idiota. Ela não dá nem três passos antes que eu a pegue pela cintura e a tire do chão. — Agggh!!! Me larga!! Ela se debate, mas não tem força suficiente pra escapar. Em dois segundos, a jogo de volta na cama. — Fica aí! Ela cai com força, os cabelos bagunçados cobrindo parte do rosto. A cama range. Ela me olha com puro ódio, e isso deveria me irritar. Mas não irrita. — Não adianta tentar fugir! E se não quiser comer, não come, caralho! O silêncio entre nós é cortante. Ela tira os cabelos do rosto, ainda furiosa. — Pode tentar resistir, mas você não vai chegar a lugar nenhum. Não espero resposta. Viro de costas, saio do quarto e bato a porta com força, trancando-a atrás de mim. Ela pode gritar, se debater, me odiar o quanto quiser. Isso aqui tá só começando. ..... Saí do quarto puto. A mão foi direto pra gravata, puxando-a com força enquanto afrouxava o nó. O tecido arranhou minha pele, mas eu nem liguei. Cada músculo do meu corpo estava tenso. Andei até a sala e me joguei no sofá, furioso. Passei a mão pelos cabelos, tentando controlar a onda de raiva que subia dentro de mim. Os botões da camisa foram os próximos a serem abertos, um por um, rápido e bruto. O peito subia e descia pesado. ...






