MARKUS BLACKWOOD
Acordei com o som de louça batendo e o cheiro torturante de café fresco invadindo minhas narinas.
Tentei me mexer, mas meu corpo respondeu com um protesto violento. Minhas costas estalaram em três lugares diferentes. Aquele sofá premiado, que custou o equivalente a um carro popular e que eu sempre admirei pela estética, se revelou durante a noite um instrumento de tortura medieval disfarçado de couro nobre.
Meu pescoço estava travado num ângulo de quarenta e cinco graus. Ten