Renata
Acordei com o silêncio me envolvendo, o relógio marcando 7h15, e uma leveza estranha, como se o mundo tivesse esquecido de me cobrar algo. Então me caiu a ficha: pela primeira vez em cinco anos, eu não precisava correr para a Almeida Construções. Nada de engolir café frio enquanto respondia e-mails do Marcelo, nada de consertar planilhas que ele bagunçava sem querer, nada de ouvir “Renata, cadê o relatório?” com aquela voz de chefe carrasco que, de algum jeito, virou parte do meu dia.
De