— Benício, estou com tanto medo, venha rápido!
Carolina desligou o telefone e, num instante, desfez a expressão de pânico.
Ela bufou e discou outro número.
— E então? Aquela vagabunda da Regina assinou os papéis?
Do outro lado da linha, a voz era bajuladora.
— Fique tranquila, Carolina. Fiquei de olho neles o tempo todo, como você pediu. Depois que o Benício saiu, aquela vagabunda pegou a certidão de divórcio sem problemas. Eles não têm mais nenhuma relação agora.
Ao ouvir isso, o coração de Carolina se encheu de alegria.
Seu rosto se iluminou.
— Pelo menos aquela vagabunda da Regina sabe o seu lugar. Obrigada.
Se não fosse pela pessoa do outro lado da linha vigiando, ela não teria conseguido cronometrar tudo com tanta precisão.
Não teria conseguido afastar Benício no momento exato.
Na verdade, foi um pouco de exagero, pois ela tinha certeza de que Benício a amava.
Ele sempre foi seu cachorrinho, desde a infância.
Ela soube que foi ele mesmo quem agendou o divórcio.
Mas, por precaução,