Cap. 57
A luz suave do abajur na sala projetava sombras longas, mas na cozinha, o brilho frio dos embutidos de LED sobre o mármore criava um cenário quase cirúrgico para a nossa interação.
Eu a observava com uma mistura de incredulidade e uma fome que eu tentava, desesperadamente, rotular como mera curiosidade profissional.
— Você pode beber — eu disse, finalmente. Minha voz saiu mais profunda do que o normal, cortando o silêncio.
Katleia me encarou, os olhos arregalados, as mãos pequenas