Afonso não se moveu.
A frase de Eduardo permanecia suspensa na biblioteca.
Antonella é filha do homem que matou Dário.
Celina apertou os olhos.
— Não.
Eduardo levantou o documento.
— Está escrito aqui.
— Você falsificou essa certidão.
— A assinatura é de Dário.
Artur aproximou-se.
— Deixe essa folha.
— Por quê? Porque ela prova que Antonella não é uma Salvatierra de sangue?
Antonella olhou para Celina.
— Mamãe.
Celina levou as mãos ao rosto.
— Não escute.
— Quem é meu pai?
Ninguém respondeu.
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