A passagem descia em espiral.
As paredes eram de pedra antiga, úmidas e cobertas por raízes finas. O som dos disparos havia desaparecido, mas ninguém acreditava que Eduardo tivesse desistido.
Helena caminhava ao lado de Augusto.
— Você está sentindo alguma coisa? — ele perguntou.
— O quê?
— Alguma lembrança.
— Não.
— Elisa pediu que você não entrasse comigo.
— Eu sei.
— Talvez ela soubesse que eu viria.
Helena parou.
— O que está tentando dizer?
Augusto demorou a responder.
— No dia do acidente